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Este artigo acaba de ser publicado pelo blog da Rail Europe, empresa de trens que faz viagens por trechos entre diversos países da Europa. Clique aqui para ver a versão publicada (também reproduzida abaixo).

Morei em Salamanca, na Espanha, em 2008. Selecionada para uma das vagas na antiquíssima Universidad de Salamanca (fundada nos idos de 1218!), fui vivenciar a encantadora cidade durante cinco meses inesquecíveis.

Ainda pouco divulgada no Brasil, Salamanca é um dos principais destinos turísticos na Espanha. Localizada a apenas 3 horas de trem de Madri, e uma hora e meia de ônibus (mas a viagem de trem é bem legal!), atrai estrangeiros de toda parte da Europa: estudantes em busca de diversão, ops, estudos na Universidade famosa, adultos que querem conhecer a arquitetura e as belezas da cidade, idosos que gostam de caminhar pelo centro histórico plano, tranquilo e cheio de atrações turísticas.

Um passeio pela hermosa Salamanca pede a visita à imponente Catedral. Lá, o clássico tour pelos arredores e pelo interior da igreja vem sempre acompanhado de uma parada em frente ao arco da fachada lateral. Além de exibir uma arquitetura detalhista, repleta de entremeios que caracterizam as construções erguidas entre os séculos XII e XVIII (a nova Catedral começou a ser construída em 1513), a Catedral de Salamanca é pitoresca por um detalhe a parte: o astronauta.

Sim, você leu bem! Misturado entre figuras expressivas, um astronauta é a atração do lugar. Parece coisa de outro planeta: como poderiam os escultores do século XVII conhecer popular figura do homem que chegou à Lua!? A resposta é bastante curiosa…

Na verdade, a Catedral passou por uma reforma em 1993. E como manda a tradição, sempre que alguma igreja é restaurada, os construtores escolhem uma figura para ser incorporada à obra original. Assim, o contemporâneo se une ao antigo, e todo o mundo saberá que houve uma reforma em alguma data perdida no tempo. Pois o astronauta foi escolhido justamente para representar o século XX.

Uma cidade cheia de curiosidades

Depois de visitar a Catedral, você deve ir até o pátio da Universidade de Salamanca, onde outra história atrai milhares de turistas todos os anos. Na fachada do prédio central, uma lenda sempre deixa os turistas intrigados: é preciso encontrar um sapo em meio a centenas de pequenas esculturas. Quem encontra o sapinho sem a ajuda de ninguém terá boa sorte para sempre, e um casamento feliz!

Confesso que passei meses atrás do sapo, matutando onde andaria o anfíbio da sorte. Pois depois de tanto procurar, um amigo apontou o lugar exato onde o sapo repousa tranquilamente. Mas é claro que eu não posso dizer onde é, né?

Depois da brincadeira de esconde-esconde, hora de ir tirar uma fotografia em frente à Casa das Conchas, outro ponto turístico imperdível. É lá que fica a principal biblioteca da cidade, mais um centro cultural. Em frente está a Universidade Pontifícia de Salamanca, também muito bonita.

Para fechar com chave de ouro esse primeiro dia de passeio, a última parada certamente deve ser a Plaza Mayor: de longe, é uma das mais bonitas de toda a Espanha. Ampla, restaurada, bela que só vendo! Leve um livro, uma canga, um lanche… Ou tome um café e aprecie a formosura da Plaza em uma das cadeiras colocadas ao ar livre. Um bocadillo de jamón ou uma paella quentinha também vão cair muito bem!

À noite, depois de colocar o traje para “salir de copas”, você tem que passar no bar dos Chupitos – há apenas uma Chupeteria super famosa em Salamanca, não tem como errar! Para quem não conhece, chupitos são pequenas doses de bebidas alcoólicas, nas mais diversas combinações. Nesse pub em especial, cada chupito custa entre 1 e 3 euros. Com preço tão barato, pessoas animadas e som bom rolando na caixa, pode ter certeza que você terá o melhor “esquenta” da sua vida. Depois, é só encontrar um outro pub badalado, pedir algumas sangrias, e aproveitar a noite em “Salaca”!