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As descobertas pelo centro de São Paulo continuam… Hoje foi dia de experimentar um abacaxi delicioso, melhor escolha para a sobremesa da hora do almoço. Lá no centro da cidade, os meninos descascam abacaxis por R$ 1,50. Ok, o preço é meio salgadinho quando nos concentramos em pensar que uma única fruta pode render vários pedaços suculentos. Porém, ao degustar as fatias docinhas, cheias de caldo, você logo se esquece que um suco iria custar menos do dobro do preço.

Hora do almoço

Matemáticas à parte, as frutas vendidas em banquinhas armadas no meio das calçadas, em cima de carrinhos de mão, ou em algum pequeno estabelecimento (dividindo, por exemplo, espaço com uma máquina de xerox), são um belo pretexto para consumir algo saudável depois do quilo baratinho. Fazem bem para a saúde, parecem estar super fresquinhas, limpinhas, arrumadinhas… Afinal, nada mal poder pagar R$ 1,50 para ter alguns abacaxis descascados.

Hora do rush

Hoje experimentei a fúria do inconsciente coletivo mais poderoso que existe! Concentrar pessoas amontoadas, ansiosas, apressadas, angustiadas para chegar logo ao próximo compromisso, cansadas depois de um dia inteiro trabalhando, só poderia mesmo criar o maior “inconsciente coletivo” que poderia existir.

Unidas pelo sentimento de incompreensão, indignação, e muitos outros “ãos”, as pessoas só podem mesmo ter essa reação ao verem uma luz no fim do túnel: o tão sonhado metrô vazio! Basta a porta se abrir, todos entram no vagão, querendo ou não. Sim, porque se você desistir de pegar esse metrô perfeito, sem uma alma viva ocupando assentos ou se encostando nas portas, desista. Você vai ser “entrado”.

Depois de experimentar estar bem no meio do “bololô” de gente, consigo entender claramente a sensação de andar sem mover os pés. Em um segundo, lá estava eu devidamente acomodada no meio de gente que tentava não ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. Porque a previsão de que “dois corpos não ocupam o mesmo lugar” foi feita antes de terem inventado o transporte coletivo.

Mesmo escondida entre mãos e braços que buscavam um porto seguro, vi graça na turma de meninos que ficou encolhida entre quem acabara de entrar e a porta que definia as fronteiras do metrô. De lá eles comemoravam: “é a primeira vez que vejo só mulher bonita entrar no metrô na hora do rush!”. E faziam piada durante o trajeto… Porque até no caos é possível sorrir dos desafios da vida!