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Na data instituída como “Dia Nacional da Poesia”, reservei alguns minutos preciosos para trazer à tona as palavras sábias de Alberto Caeiro, essencial heterônimo do gênio português Fernando Pessoa. Não é de hoje que sou fascinada pela poesia do ariano Caeiro, que teria nascido em 16 de Abril (se vivo tivesse sido), dia seguinte ao meu aniversário.

Pois, para celebrar o dia 14 de Maro, eis “A Criança”, esclarecedora poesia da obra Poemas Inconjuntos.

A Criança

A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em um ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.