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A Rae,MP veio participar da Campus Party para fazer mais do que barulho. Queríamos construir uma cobertura completa dobre o evento, mostrando um pedacinho do que acontece em uma semana com mais de 500 horas de palestras. De terça-feira até agora, das 9 horas até meia-noite, nos mudamos para o Anhembi e organizamos a correria. A maratona do campuseiro trabalhador, que veio fazer muito mais do que ver as palestras, é acordar cedo sabendo que não tem hora para voltar para casa. É se desdobrar entre os palcos, ouvir o maior número de palestras, passar longos minutos esperando o palestrante poder falar conosco, voltar para a bancada, conversar com as pessoas, falar sobre o trabalho da agência, distribuir brindes, twittar, fazer promoções, cuidar do Facebook, tirar fotos e mais fotos, pegar água com cloro no bebedouro, almoçar às duas horas da tarde depois de 8 horas sem ingerir um alimento sequer, encontrar pessoas bacanas, conhecer famosos da internet que antes eram totalmente desconhecidos para nós, trocar muitas ideias sobre questões filosóficas que regem o mundo amalucado e über conectado onde vivemos, pensar o futuro, refletir sobre o passado, compartilhar filas com colegas jornalistas de inúmeros veículos, dormir no sofá, pestanejar, encontrar bons personagens, gastar horas e horas da nossa preciosa voz (que já vai indo embora…), gravar outras centenas de horas de entrevistas e matérias que tentam ilustrar toda essa maratona tecnológica, e quase sobre-humana, que rege os princípios de um legítimo campuseiro.

OK, drama descrito, nem por isso alguém acha ruim sentir na pele a alegria de estar aqui. Aliás, me veio à memória o comentário de um menino que saiu de Ubá, viajou doze horas, e desembarcou na Campus Party 2012, realizando um sonho que já durava quatro anos! “Quando cheguei aqui, nem acreditei. Poxa, lá atrás havia pensado que vir até São Paulo para participar da Campus Party seria um sonho impossível”, contou-nos com emoção no olhar enquanto almoçávamos juntos.

Mais relax, curtindo suas férias trabalhando na Campus Party, Gabriel Subtil veio “bloggar”. Respirando tecnologia desde 2003, ele conversou conosco para explicar o seu trabalho, outra possibilidade para quem quer compartilhar suas experiências campuseiras. No Twitter, @gabrielsubtil tem 888 seguidores nesse exato momento. Antes de ver nossa reportagem especial que mostra como nosso espaço ficou bacana na Campus Party, como trabalhamos por aqui e como Subtil montou sua estrutura para informar seus fãs sobre o evento, saiba que é o blogueiro, por ele mesmo.

“Gabriel Subtil, 26 anos, carioca, mora no Rio de Janeiro e está na segunda Campus Party. Escreve em blog desde 2006 e tem o projeto do Tambotech – Blog de Tecnologia – desde 2008, com objetivo de criar vídeos de suporte e tutoriais fáceis com linguagem comum. Hoje, o blog está com 3500 visitas únicas por dia e já conta com 520.000 visualizações em seu canal pessoal no Youtube .”

Débora Nobre – Jornalista da Rae,MP e enviada especial à Campus Party Brasil 2012

Twitter @dehnobre