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É inquestionável que as redes sociais chegaram para ficar. Integradas ao cotidiano da grande maioria da população, servem como ferramenta para que as pessoas mantenham contato, marquem compromissos, interajam com empresas, participem de promoções… Um sem número de possibilidades nasceu junto com cada rede social disponível hoje na internet.

Junto com o advento de novas ferramentas, usos e costumes, surgiu a dúvida: quanto tempo ainda vai passar até digerirmos tudo isso e passarmos a agir e influenciar efetivamente as relações no universo virtual? E mais: parece que as crianças de hoje já nascem prontas, sabendo o que levamos anos para aprender, né?!

Pois uma pesquisa divulgada pelo UOL e realizada pela Trend Micro mostra dados surpreendentes quanto ao uso que as crianças fazem da internet. Foi descoberto que no Brasil os pequenos começam a usar as redes sociais com apenas nove anos de idade. Isso mesmo: os pequenos brasileiros têm a menor média de idade entre a criançada que cria perfis em páginas no mundo todo. A contradição fica por conta das regras estabelecidas por algumas dessas redes sociais. De acordo com o regulamento do Facebook, por exemplo, é permitido que apenas maiores de 13 anos façam o seu cadastro.

Porém, até a média mundial é menor do que isso. Em geral, as crianças entram na rede com 12 anos de idade.

O estudo intitulado Internet Safety for Kids & Families (Segurança de Internet para Crianças & Famílias) também indicou que, no Brasil, os pais são menos rígidos com os filhos. Isso porque cerca de seis em cada dez crianças tiveram permissão para ingressar nas redes sociais. Ao mesmo tempo, os pais brasileiros são os mais preocupados com a segurança e a privacidade dos filhos, sendo que 50% responderam se preocupar frequentemente com isso, enquanto 33% afirmaram preocupar-se sempre com a integridade dos filhos dentro das redes.

Idade média dos filhos que usam redes sociais

Smartphones

A pesquisa revelou outro dado importante referente ao uso da tecnologia. No Brasil, 27% dos pais compraram smartphones para os filhos, enquanto 21% fizeram isso no Reino Unido e 19% dos pais americanos também deram um aparelho do tipo para os rebentos.

Na maioria das vezes, as crianças daqui começam a mexer no aparelho com 12 anos. O Japão é o país com a média mais alta: 18 anos. Só nessa faixa etária os já adolescentes passam a usar o smartphone.

Ao todo, foram entrevistados 1.419 pais residentes no Brasil, Austrália, França, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. O panorama dá um norte para sabermos que o Brasil está à frente, inserindo desde cedo aparatos tecnológicos na vida dos seus cidadãos. Mas será que conseguimos compreender o poder que isso terá em um futuro próximo? Será que entendemos plenamente as diversas maneiras de tirar proveito desse novo canal de comunicação que foi aberto entre as pessoas, sejam elas físicas ou jurídicas? Resta a todos nós esperar, porque nada será melhor do que estar por dentro de tantas ferramentas quando o futuro digital estiver de fato concretizado.

*Texto escrito para o blog da Rae,MP