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O Pelo Brasil, Pelo Mundo jamais poderia perder a oportunidade de ver um dos maiores festivais de música do mundo. Estive no Rock in Rio em janeiro de 2001. Era a terceira edição realizada no Brasil, após um hiato que deixou saudades nos fãs de boa música e grandes aglomerações para celebrá-la.

Pois há 10 anos a Cidade do Rock me impressionou. O espaço montado para receber centenas de milhares de pessoas fez valer cada minuto de espera. Daquela vez, fui ao dia da abertura, onde cantaram Milton Nascimento – em um show inesquecível, como cada apresentação que ele faz, Gilberto Gil, Daniela Mercury e o cantor Sting, ídolo do meu pai e motivo principal de estarmos ali. Lembro-me bem da noite que passei com os olhos grudados na TV, quando me encantei perdidamente por Axl Rose e sua banda de armas, rosas e muita energia em cima de um belo palco.

Rock in Madri

Dez anos separaram a minha adolescência e a oportunidade de participar de um outro Rock in Rio, dessa vez sediado em Madri. Isso foi em 2008, quando estive em dois dias do festival “madrilenho”. Do outro lado do Atlântico, vi Jack Johnson, Alanis Morissette,  Lenny Kravitz, Franz Ferdinand – banda surpreendente – e o rei Bob Dylan. A Cidade do Rock de lá era fantástica, com sua roda gigante e dezenas de stands com brindes e joguinhos para entreter o pessoal.

Eis que chega 2011, e os caras resolvem fazer algo mais impressionante ainda! Nitidamente inspirada em terras estrangeiras, a Cidade do Rock veio para ficar. Impossível imaginar que possam destruir a Rock Street, espaço que homenageava a cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos. As casinhas coloridas criaram um clima perfeito de templo do jazz, e cada nota lançada aos quatro ventos fazia parecer ainda mais mágico estar ali. É, essa talvez seja a sensação nítida de estar no Rock in Rio: sonho. Parece um sonho, do qual não queremos acordar de maneira alguma!

Dá-lhe poesia no Tremendão!

Então vieram Arnaldo Antunes e Erasmo Carlos, que deixaram o ouvido zumbindo até agora. Junto com uma banda super simpática, eles tocaram fogo na plateia com rock pesado, daqueles! E todas as músicas ganharam muitas guitarras para eletrizar quem estava grudado na grade, bem ao lado do palco.

O show terminou e ouvimos Frejat cantando ao fundo. Mas aí já era tarde. Em lugares como o Rock in Rio é preciso saber escolher. Os indecisos devem ficar angustiados com isso, mas não se pode estar em mil lugares ao mesmo tempo.

Então, pausa para um lanche rápido em uma das lanchonetes montadas (que serviam comida a preço não tão exorbitante e ótima qualidade), e caminhada para ver o Skank fazer as 100 mil pessoas tirarem camisetas e bandeiras para jogar tudo pelos ares. Samuel Rosa e trupe mostraram porque são uma das melhores bandas brasileiras.

Depois vieram os cativantes músicos do Maná, mexicanos que sabem usar o cenário a favor durante o espetáculo. E não é que das 10 músicas que cantaram, eu só não conhecia 2?! Ponto para eles, que levantaram um bonito coro em português e espanhol.

Em seguida, o Maroon 5 esquentou ainda mais a expectativa para o último show da noite. Cantaram sucessos, rebolaram, brincaram com a plateia… E voltaram para um bis que durou uma eternidade.

Quando a longa espera terminou, ninguém se arrependeu de passar umas 6 horas em pé direto, sem arredar o pé dali. Estávamos a uns 30 metros do palco, e podíamos ver a cara de felicidade de Chris Martin no comando do Coldplay. Estive no show em São Paulo, onde decidi ser definitivamente mais um dentre milhares de fãs da banda britânica. Mas depois do Rock in Rio… Bom, aí o Coldplay provou o que é ter carisma e habilidade para deixar um público gigantesco caído aos seus pés.