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Na primeira parte do Guia de Sobrevivência falei sobre como comprar e habilitar um celular na África do Sul, fazer chamadas a cobrar e trocar dinheiro no país, além de passar alguns números de excelentes taxistas na Cidade do Cabo. Agora chegou a hora de continuar com as dicas básicas para quem for viajar para lá.

Imunidade zero, nem pensar!

Antes de sair do Brasil, tomei algumas vacinas para me prevenir de possíveis contratempos durante o período que passei viajando do outro lado do Atlântico. Para entrar na África do Sul, é obrigatório ter a carteirinha amarela que comprova a imunização contra a Febre Amarela. Essa vacina vale por dez anos e pode ser tomada em qualquer posto de saúde do país.

Eu tomei ainda o reforço da vacina contra o Sarampo, pois o Ministério de Saúde havia feito uma recomendação de que os turistas recebessem a mesma devido à epidemia da doença na Europa. Quem vai se aventurar por áreas mais inóspitas pode se precaver contra a malária também, evitando estragar a viagem pelo azar de ter a doença.

Seguro viagem

É fundamental sair do Brasil já com o seguro-viagem comprado. Isso evita maiores aborrecimentos caso você precisa procurar um médico ou usar os serviços de um hospital.

Como o seguro que eu comprei não tinha cobertura na África do Sul, tive um pouco mais de trabalho antes de procurar um hospital para cuidar do meu pé depois de um pequeno acidente de percurso. Mas não foi nada muito complicado: liguei para uma central de atendimento e me pediram um prazo de meia-hora até que encontrassem uma clínica com a qual o seguro tivesse parceria. Em exatos 30 minutos recebi o retorno.

A clínica conveniada ficava no extremo oposto da cidade. Por isso, eles me liberaram para usar o hospital que ficava apenas do outro lado da rua. Lá eu precisei pegar o recibo do médico, do raio-x e do remédio, tudo acompanhado de um laudo assinado pelo médico. Agora, recebi a orientação de que devo recolher as cópias de alguns documentos, enviá-los para um endereço em São Paulo e esperar a análise dos mesmos para que eu receba o reembolso integral de todos os gastos que tive. Na terceira parte deste Guia prometo explicar como funciona um “bom” hospital sul-africano…

Falando nisso…

Outro reembolso importante para quem passeia por aquelas bandas é a devolução do VAT, o imposto sobre produtos adquiridos em solo africano. Para receber essa parte do valor pago ao comprar bens duráveis (como peças de artesanato e eletrônicos) que tenham custado mais do que 250 Rands, você deve pedir o recibo com um número específico escrito no papel. Esse número que o vendedor registra vai assegurar que você possa ter o dinheiro do VAT de volta antes de sair do país.

Mas lembre-se: é preciso seguir alguns procedimentos para receber a quantia. Há alguns endereços em Johanesburgo e e Cape Town para fazer isso, mas você pode usar os escritórios instalados nos aeroportos.

Em Johanesburgo eles estão espalhados pelos corredores de embarque. Por isso, escolha um que tenha a fila menor, evitando parar no primeiro que encontrar pela frente. Pois geralmente quem perde tempo pedindo a devolução do VAT tem um valor enorme para receber, fazendo com que cada atendimento demore longos minutos para ser concluído.

Antes de fazer o check-in, é preciso mostrar os produtos junto com as notas correspondentes, que receberão um carimbo atestando que são válidas. Só aí você deve apresentá-las junto com o seu passaporte. O funcionário vai recolher a sua digital e te dar um cheque no valor requerido. Com este você “resgata” o dinheiro na casa de câmbio.

As informações completas a respeito deste assunto estão no site do Tax Refunds, com documentos disponíveis em português.

Quer saber mais?

Leia também: a 1ª parte e a parte 3 do Guia de Sobrevivência na África do Sul, além de outros textos sobre o país.
Ah, e não deixe de assistir as reportagens gravadas em passeios inesquecíveis nas redondezas da Cidade do Cabo!