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Em três semanas já peguei muito metrô na Cidade do Cabo, e rodei mais de 2000 Km pelas estradas da África do Sul. Usando os dois tipos de transporte, encontrei muitas semelhanças e diferenças com a nossa realidade no Brasil.

Sobre trilhos

Na verdade, não há metrô em Capetown. O que eles usam aqui é chamado de Metro Rail algo comparável ao nosso trem urbano, dividido em duas “classes”. A First Class fica nos vagões que trazem o escrito “Metro Plus” em cima das portas. Mais atrás fica a “terceira classe”, onde estão os vagões que chegam quase sempre superlotados, nada convidativo nem por uma questão de experiência antropológica.

Apesar da maioria dos trens serem antigos, pichados e sujos – parecendo saídos do século passado – é tranquilo encará-los das 7 horas da manhã até às 19 horas aproximadamente. Porque depois desse horário já é noite em Cape Town, e provavelmente ninguém estará dentro do trem.

Sobre rodas

Já viajei para a ponta mais ao sul do continente, onde fica o Cabo da Boa Esperança, e já passei pela Garden Route, uma rodovia espetacular que nos leva até Jeffrey’s Bay (um dos lugares mais famosos do mundo entre os surfistas) e Port Elizabeth, mais ao nordeste do país. Pois nas duas vezes, vimos que as rodovias são excelentes. Tirando o fato de termos que manter concentração total quando estamos no volante, porque eles têm mão inglesa na África do Sul e é difícil acostumar o nosso cérebro a pensar ao contrário – tanto quando pilotamos o carro quanto ao atravessar a rua -, as estradas são muito bem sinalizadas e o asfalto está novinho em folha.

Além disso, é difícil encontrar um pedágio no caminho. De Cape Town até Jay Bay, por exemplo, só tem um deles logo no final da viagem. E custa só 35 Rands, cerca de 10 reais. Ou seja, compensa muito mais alugar um carro do que comprar os passeios turísticos. Nós ficamos com um Picanto durante 4 dias e pagamos 1200 Rands, incluindo o tanque cheio antes de devolvermos o carro.

E os motoristas que pretendem cair na estrada por conta própria, a fim de se maravilharem com a savana e o céu africano, só precisam lembrar de um detalhe. Toda vez que for preciso agradecer ao motorista ao lado, ligue o pisca-alerta. Eles valorizam muito esse tipo de gentileza por aqui.