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As aventuras pela África do Sul continuam, apesar da minha ausência por aqui… Cada dia, uma história nova para contar. Muitas delas estão sendo digeridas para que eu possa publicar a minha visão sobre a realidade daqui sem que ela esteja influenciada pelo calor dos acontecimentos.

Além disso, preciso estabelecer uma conexão de internet muito melhor, pois só tive disponível até agora algo que não serve nem para publicar uma foto pequena. Fico matutando: como foi possível trabalhar durante a Copa do Mundo do ano passado? Eu não consegui fazê-lo até agora, como ficou bem perceptível.

Boas novas

Na Cidade do Cabo há várias favelas, como em todas as grandes cidades brasileiras. E foi numa delas que eu passei a tarde de hoje, brincando e ensinando um pouco da nossa cultura às crianças da Capricorn School, em Vryground, uma “township” que fica bem afastada do centro da cidade.

Conseguimos o acesso ao lugar porque conhecemos a holandesa Ane Marie, que dedica quatro horas de seu dia ao ensino de crianças que mal conseguem ler ou escrever. Talvez a parte mais difícil do seu trabalho seja melhorar a auto-estima dos pequenos, elogiando sempre o desempenho de quem ainda precisa enfrentar um longo caminho pela frente até conquistar um espaço na sociedade. No fundo, no fundo, nada muito diferente do que ouvimos falar da realidade brasileira.

Enquanto a internet persiste em causar problemas, acho que tenho chance de publicar uma das centenas de fotos que tiramos de meninos e meninas espertos e sorridentes. Afinal, nossas máquinas fotográficas fizeram muito mais sucesso entre eles do que nossa presença na escola…