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As descobertas continuam aparecendo. Enquanto isso, preconceitos inconscientes caem por terra e me mostram que a África do Sul é muito África. Por mais que aqui seja milhões de vezes melhor e mais bonito do que a imagem que nos vendem no Brasil, há coisas que combinam com essa imagem superficial e, porque não, um pouco “pré-conceituosa”.

Banho de canequinha

O primeiro quesito a ser considerado é a hora do banho. Onde estou hospedada, a banheira nos convida a tirar a maresia da caminhada pela cidade. E eu vou descobrindo a cada momento que quase tudo na vida é mesmo uma questão de ponto de vista. Porque um gélido banho de canequinha se transforma em um relaxante banho de banheira num piscar de olhos. Chique e confortável! Algo que me leva a considerar a hipótese de aderir ao aparente costume ancestral quando voltar ao Brasil. E tomara que também seja ao som do saxofone do vizinho…

Qué-qué

A segunda ideia fixa que temos a respeito do universo africano está relacionada à fauna daqui. Já estou sabendo que os pinguins estão por todos os lados. Também presenciei o almoço de simpáticos leões-marinhos. Porém, a utopia selvagem africana é aparente apenas quando avistamos patos cruzando os céus. Ainda não consegui registrar um voo solo, mas aqui há patos por todos os lados. Ontem mesmo estive em um parque no centro da cidade (sobre o qual falarei em outro texto) onde grandes, enorme patos andam distraidamente pela calçada.

Acompanhados da corja de filhotes em seu encalço, eles não estavam sós. Os esquilos habitam as praças também, e os passarinhos e gaivotas aparecem por todos os lados. Logo quando acordo e olho pela janela, vejo dezenas de pássaros cruzando os céus. É aí que me pego pensando: será que vou sentir saudades do horizonte paulistano?

Don´t worry…

O terceiro ponto a ser destacado é o fator segurança, que merece apenas um breve comentário para os brasileiros. Recebemos mil recomendações do tipo: não deixe sua bolsa dando sopa no restaurante; não dê esmolas – e “nos perdoe por tanta gente pedindo dinheiro nas ruas” e vendendo coisas nos semafóros; cuidado ao trocar dinheiro no banco; os taxistas geralmente vão te passar a perna – acho que fui uma vítima fácil hoje, de um taxista muito gente fina! Enfim, nada que uma passagem pelo Brasil não mostre como vivemos por lá. Tenham certeza: há muito mais gente dormindo e pedindo coisas pelas ruas no Rio e e em São Paulo, onde as pessoas sabem que não devem largar suas bolsas a paisana, muito menos esbanjar coisas de valor. Ou seja, aqui é melhor – pelo menos parece ser – do que o Brasil quando o assunto é a confortável sensação de segurança. Precisamos estar espertos, mas não, não precisa fazer terrorismo.