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Hoje, 18 de julho, é comemorado o Mandela´s Day. Essa é uma bonita homenagem que os sul-africanos prestam a Nelson Mandela no dia de seu aniversário (em 2011, ele comemorou 93 anos). A filosofia da “comemoração” parece dispersa. Aqui na Cidade do Cabo as pessoas sabem que a data existe, a televisão tem propagandas divulgando a mesma, mas não houve nada de especial. Alguns saíram às ruas em passeatas dispersas, porém é em Pretória ou Johanesburgo que pode ter acontecido algo mais marcante. Não há notícias sobre…

A única informação concreta sobre a aura do 18 de julho gira em torno de seu ideal. Cada pessoa deve doar 67 minutos de seu tempo durante o dia para fazer algo pelo outro. Trabalho voluntário, ajuda, um prato de comida, um cobertor. E nem pense em questionar: onde eu posso ajudar alguém, quem eu posso ajudar? Eles lhe olharão nos olhos e dirão, fulminante: pessoas que precisam de ajuda é o que mais tem por aqui.

E o motivo dessa ação é propriamente a homenagem pessoal que cada um possui ao alcance das mãos para prestar seu agradecimento ao que Nelson Mandela fez pela África. Afinal, foi ele quem passou 67 anos de sua vida doando-se inteiramente não por uma pessoa somente, mas por uma nação inteira. E todos estão certos de que ele teve a maior boa vontade do mundo para mudar o destino desta terra encantadora.

Fazer o bem, sem olhar a quem

Como hoje foi meu primeiro dia explorando a Cidade do Cabo sozinha, voltei para casa com um peso enorme na consciência: avessa às esmolas, deixei o centro da cidade sem ajudar ninguém. E eis que, quando já me apeguei à esperança de ter mais 43 dias para fazê-lo, li no site da Fundação Nelson Mandela que sem querer fiz a minha pequena parte. Parece egoísmo mas lá existe 67 sugestões de boas atitudes. E uma delas é: “Faça um novo amigo. Conheça alguém de um contexto cultural diferente do seu. Só através do entendimento mútuo é que as nossas comunidades se livrarão da intolerância e da xenofobia”. Pois bem, comecei a aventura com o pé direito e fui parar com três novos amigos num pedaço de mar, para ver uma das cenas mais normais do dia-a-dia sul-africano.