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Junho foi embora, mas ainda dá tempo de se esbaldar em uma festa junina das boas. O Pelo Brasil, Pelo Mundo deixou para conhecer no próximo ano as tradicionais comemorações no Nordeste do Brasil. Quem veio de lá e vive aqui em São Paulo dá sinais de que é mesmo imperdível passar alguns dias dançando quadrilha nas cidades nordestinas. Alguns até ficam inconformados quando descobrem que pra essas bandas não é decretado feriado, enquanto o pessoal de lá tira folga e comemora, com tudo o que têm direito, o mês dos santos católicos…

Mesmo sem tanta badalação em torno das festa juninas paulistas, o pessoal prestigia os eventos enfeitados com bandeirolas coloridas. Seja na igreja do bairro, em uma praça, na casa dos amigos ou numa maratona de shows sertanejos, ninguém quer deixar de comer a melhor comida já inventada, além de voltar a ser um pouquinho criança.

Atrás da diversão garantida, fomos conhecer a Quermesse do Calvário, organizada em frente à Igreja do Calvário. Localizada no topo de uma colina na Vila Madalena, fica junto à praça Benedito Calixto, na Rua Cardeal Arcoverde.

Pipoca com vinho quente

Quando é hora de virar a folhinha do calendário, muita gente costuma chamar as quermesses de “Julinas”. Tudo bem, isso não faz muita diferença. Porque mesmo mudando o mês, as comidas típicas, a música típica e o clima pitoresco de uma boa festa junina continuam no ar. Por isso, você ainda pode aproveitar o último final de semana da Quermesse do Calvário, que começa às 18 horas, nesse sábado e domingo.

O ideal é que você chegue no comecinho, assim pode estacionar o seu carro com mais calma e consegue ver a festa antes que fique lotada. Sim, porque depois das 22 horas o lugar parece intransitável.

Imagem em http://www.paroquiadocalvario.org.br/index.htmlPara entrar, é preciso pagar R$8,00. O ingresso vem com uma cartelinha para o concorrido Bingo que acontece no segundo andar durante toda a noite. A nossa dica é que você compre muitas fichas logo que chegar e não deixe de comer os doces e provar o vinho quente ou o quentão, deliciosos!

Aliás, a comida é variada e está distribuída em diversas barraquinhas, para ninguém perder tempo em filas “paulistanas”. Depois de provar todos os quitutes (que são muitos!), suba para o Bingo sem pressa de ir embora. Essa é uma das horas mais divertidas. Quem se lembra da última vez que brincou de jogar Bingo? Quase todo mundo fazia isso quando era criança, e só vai voltar a saber como é quando estiver aposentado… Mas tem coisa mais simples, e mais divertida? Ainda mais quando todo mundo senta junto em longas mesas, que reúnem conhecidos e desconhecidos. E fica mais legal porque lá o Bingo vale dinheiro e bons prêmios.

Festa de São João

Enquanto as brasileiras esperam ansiosas pelo mês de Santo Antonio, preparando mil armadilhas para o santo casamenteiro, os portugueses gostam mesmo é de comemorar “o São João de Braga”. Direto da cidade, a leitora Maria José enviou algumas fotos para mostrar que eles também sabem preservar as tradições de priscas eras.

Além de enfeitarem as ruas, os portugueses mantém dois costumes simpáticos da Festa do São João. Simpáticos e um tanto esquisitos… Primeiro, todos carregam alho-poró para esfregar no nariz de quem estiver passando pela frente. Segundo, cada um tem um martelinho (daqueles de brinquedo) pendurado no pescoço. e não duvidam em martelar a cabeça dos transeuntes que festejam pelas ruas. Tradições, ah, as tradições!

E assim como no Brasil, na terrinha não poderia faltar muita comilança. Maria José parece ficar com água na boca ao descrever os quitutes vendidos por lá. “Farturas, douradas, estaladiças, quentes e cobertas de açúcar salpicado com canela… Quando em tamanho pequeno, são conhecidos como os famosos churros!”

Ela explica ainda o que são os vasos de Ocimum minimum.


“Nos vasos está o manjerico, uma planta de utilização simbólica na altura das festas como o Santo António ou o São João, onde é vendida um pouco por todo o lado. Chamado também de erva dos namorados, pois é oferecida por estas alturas com um papel contendo um verso”. É, parece que do outro lado do Atlântico o correio elegante vem acompanhado de um “buquê de flores”.