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Raios não caem duas vezes no mesmo lugar? Pois eu me enganei duas vezes em menos de 48 horas.

As emoções do ensaio técnico na Mocidade Alegre estavam passando e a roupa para o próximo evento inédito (para mim) já tinha sido tirada do armário. Era a vez de ver, ouvir e sentir o show da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju.

A apresentação aconteceu ontem no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Hoje eles vão repetir a dose para os fãs alucinados, que se juntarão àqueles como eu, que só tinham breve lembrança do que era essa banda sensacional.

Energia que contagia

Com ingressos em mãos, lá fomos eu, meu pai, minha avó e minha prima adolescente. Éramos quatro gerações, com quatro gostos musicais diversos. Em comum, a promessa (nem sei de onde veio essa idéia) de uma noite tranquila, com música tranquila, instrumental… Doce ilusão.

Os nove meninos do Móveis, como são carinhosamente conhecidos, fazem uma apresentação daquelas. Mesmo sem saber a letra das canções e impressionados com a vibração dos fãs de carteirinha, encontramos nosso lugar no auditório lotado: espectadores fascinados pela qualidade e carisma da trupe.

Do menininho que estava ao meu lado, do alto de seus 3 anos de idade, até minha avó, provavelmente a mais velha de lá (com 86 aninhos), todos entramos na dança. Quer dizer, mais ou menos. Depois de músicas de sucesso, de conversa com o público, de descidas até a platéia, somos convidados a formar uma grande roda em volta das cadeiras. Ao centro, alguns músicos organizam a catarse do minuto seguinte. Fazemos uma breve coreografia e corremos ao encontro deles. Quer dizer, alguns correm, né?! O pequenino e minha avó continuaram assistindo àquele espetáculo de sensações sem sair do conforto de seus lugares.

Para fechar com chave de ouro, o cortejo segue a banda até o Foyer do Auditório. Lá eles ficarão para tirar mil fotos, conversar com os fãs (nós acabamos de entrar para a turma dos tietes), assinar o encarte de Cds e DVDs. E atender à sorridente Dona Cida, minha avó, que pediu e ganhou uma foto ao lado do vocalista André Gonzáles. Saímos de lá com um DVD, autógrafos, foto em punho, e a alma lavada. E a certeza de que todas as surpresas da vida podiam ser boas como as noites deste fim de semana.

Gravei também uns segundinhos na entrada do Auditório, antes do show começar. Aqui, os músicos animam o burburinho de quem se preparava para fazer a festa.