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Deixemos o passeio de domingo para a videorreportagem que será publicada até o fim dessa semana.

E falemos das surpresas que as viagens nos proporcionam. Afinal, viajar é cair no mundo e deixar-se levar pelas peças que o destino nos prega.

Marrom Bombom

Na Calle Florida, entrei avoada na loja da Lacoste. Enquanto olhava as araras, notei que a mulher que pagava suas contas no caixa me lembrava alguém… Assim que ela se virou e despediu-se em seu carioquês – “Obrigada, QUE-RI-DOS, até mais!”confirmei minhas suspeitas: Adriana Bombom está aproveitando o cartão de crédito em Buenos Aires.

Assustada em vê-la ao vivo e enlouquecida (ela já não parecia muito normal na televisão), comecei a falar com os vendedores que aquela era uma cantora famosa do Brasil (ainda não sei o porquê de ter escolhido essa profissão para a morena). Eles ficaram espantados e disseram que não: ela era paquita da Xuxa. E eu teimei e contei-lhes sobre A Fazenda, os micos e últimas fofocas que cercam o seu nome.

Então, a moça disparou para o vendedor: procura ela aí, no Google! E lá estava a Bombom virtual, de biquíni, exuberante em alguma praia do Rio de Janeiro. E idêntica à que acabara de sair esvoaçando os cabelos encaracolados e bem cuidados. No final das contas, todos concordamos: ela é bem doidinha mesmo…

La Kirchner

Todos os taxistas, apesar de terem o mau-humor típico argentino, costumam ser simpáticos e amáveis dentro do possível. Mesmo ao serem interrogados pelo caminho (sobre a situação econômica do país, sobre política, sobre violência…), respondem com sinceridade e são firmes em relação às suas crenças e perspectivas.

De tantas tagarelices com eles, a mais divertida ocorreu enquanto passava em frente à casa da Sr. Kirchner. Porque a Casa Rosada pode ser típica e coisa e tal, mas é muito brega. Não só por ser uma imitação chinfrim da Casa dos Obama, mas também pela cor mal escolhida de suas paredes.

Confesso que gosto de provocar aqueles que sismam em ser antipáticos, e não poderia deixar de dizer ao senhor taxista a minha opinião sobre a breguice do rosa desnecessário. Ao que ele concordou!

Falamos que era muito menininha, como uma casa da Barbie da presidenta odiada e amada pelos argentinos. E ele soltou a pérola: “é muito, assim, cristinita.” Perfeito! Aí está: a Casa Rosada nada mais é do que muito Cristinita.

Galã de cinema

Por fim, no passeio do último dia, quase embarcamos em um programa de índio. Fomos salvos pelas ironias do destino.

Resumindo, acabei discutindo com um argentino marrento que teimava em confirmar o horário do próximo barco: a despeito da meia hora plantada no deck, ele afirmava seguramente que em 10 minutos eu estaria partindo. E que aproveitasse para relaxar e desfrutar a natureza. E eu não me fiz de rogada: não acreditava nele e ponto!

A resposta? “Pois você tem duas opções nesse fim de mundo: acreditar ou não acreditar”.

Após mais 2 horas de espera – porque o barco decidiu atrasar nesse dia – ele contou com ares triunfais que era artista, famoso, galã de novelas e filmes na Argentina. Desconfiada, anotei o nome em uma papelzinho qualquer e joguei no Google.

Juan Ignácio Machado já foi melhor. Fez 4 filmes e inúmeras novelas. E já discutiu com uma brasileira petulante em algum ponto perdido do Atlas.

Veja também as outras reportagens do Pelo Brasil, Pelo Mundo sobre a viagem em Buenos Aires.

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