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O 4º Seminário Internacional de Jornalismo Online, realizado pelo TERRA e pelo ITAÚ Cultural, com apoio das redes CNN e BBC Brasil, acontece de 09 até 11 de Novembro em São Paulo. O objetivo do encontro entre profissionais que trabalham com mídia e estratégias de comunicação, principalmente no ambiente digital, é debater o impacto das novas tecnologias para o exercício do jornalismo. Ou seja, como fica e qual lugar o jornalismo ocupa dentro de uma sociedade que vive um período novo e desconhecido em meio ao avanço tecnológico e às novas possibilidades que surgem (em relação a formatos, meios, produção de conteúdo, interação com os públicos).

No segundo dia do evento na sede do ITAÚ Cultural, localizado na Avenida Paulista, os debatedores premiaram os jornalistas com uma avaliação mais do que otimista em meio ao caos do desenvolvimento das relações humanas: os jornalistas ainda têm muito trabalho pela frente.

Fugindo à regra de produzir uma reportagem sobre os quatro painéis de hoje, preferi selecionar as frases que considerei mais interessantes. No vídeo você pode assistir a um “melhores momentos” dos participantes do encontro.

Os tablets serão a salvação do jornalismo? Como podemos cirar um fetichismo por essas novas ferramentas?

 Alberto Cairo, diretor de infografia e multimídia da Revista Época

O tempo é tirano. Se antes tínhamos informação escassa e tempo abundante, hoje vivemos a exata inversão desses valores: excesso de informação e cada vez menos tempo para consumi-las. Se antes a população vivia na área rural, agora se prevê que 70% da população mundial seja urbana em 2050. Nós vivemos uma crise de sentido.

Em meio à transformação dos hábitos culturais, como os jornais vão entender a mudança de comportamento e consumo das informações? Acredito que as organizações midiáticas produzem coisas que não têm a ver com a vida cotidiana das pessoas e a forma que conhecemos de notícia vai morrer.

O jornalismo era um grande banquete; hoje, é oferecido em pílulas e virou comida de astronauta. As pessoas perdem tempo em diversos momentos no dia-a-dia e os jornalistas precisam usar essa oportunidade disponível pelos tempos mortos para conquistar a atenção dos públicos. As informações estão servindo para tornar nossa vida melhor?

Pablo Mancini, gerente de serviços digitais do Grupo Clarín

 

 No princípio, o eleitor recebi informações da mídia de massa e dos programas apresentados pelos candidatos. Agora, há um terceiro bloco formador de opinião: a possibilidade dos eleitores se expressarem nas mídias digitais. E nós temos que aproveitar as oportunidades da construção coletiva de informação nesse novo ambiente, expandindo a possibilidade da cobertura colaborativa.

Quanto às campanhas políticas, achava que eram politizadas.

Marcelo Branco, coordenador da estratégia nas redes sociais da campanha de Dilma Rousseff

Apesar da internet oferecer um espaço muito maior para distribuição de informações e conteúdo, só vai atrás disso quem já estiver interessado e engajado. Ela funciona como um ponto de encontro para os militantes que nunca encontrariam espaço onde se sentissem confortáveis para fazer a militância.

Ao longo da campanha, fui acreditando mais no poder e na influência da internet sobre os eleitores. Mas ainda acho que as pessoas são muito mais influenciadas por pessoas próximas na hora de escolher um candidato para dar o seu voto.

Soninha Francine, responsável pela campanha presidencial de José Serra na internet

O mais importante em uma campanha política é que ela não entre na provocação do ódio entre os candidatos. Temos que preservar a liberdade e a neutralidade da internet, que estão ameaçados e podem sofrer censura dos poderes públicos. Em relação aos meios digitais, acredito que cada vez mais o e-mail é uma ferramenta em extinção.

Caio Túlio Costa, coordenador da área de mídias digitais da campanha presidencial de Marina Silva

 Cria-se cada vez mais uma cultura participativa, onde as barreiras para expressão de idéias e engajamento cívico são muito menores. E os espaços de afinidade dentro das mídias sociais é mais compatível com a idéia de liberdade de expressão que vivemos em busca. Dentro desse cenário, as marcas viram biosferas.

Abel Reis, presidente da AgênciaClick Isobar

As pessoas passam a conversar entre si, independente do que quer ou diz as marcas e seus anúncios. Muitas vezes, as nanoaudiências pautam a grande mídia.

João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da FIAT

Vivemos um dilema: devemos anunciar e investir em publicidade na grande mídia ou privilegiamos os pequenos meio de comunicação?

Carlos Werner, diretor de marketing corporativo da SAMSUNG

O profissional de comunicação é igual ao surfista: ele tem que ter o talento de saber pegar a onda quando ela está se formando, se não fica para trás.

Sérgio Valente, presidente da agência DM9DDB

 

   
O que as redes de notícias podem contribuir com as redes sociais?

Julian Gallo, diretor de criação do site do governo da cidade de Buenos Aires

Podemos usar as redes sociais para pesquisa, compartilhamento de conteúdo, monitoramento do que as pessoas estão falando e busca de audiência para o nosso conteúdo.

Matthew Eltrigham, editor da BBC