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Em meio aos preparativos para a viagem a Paraty e a segunda visita à Flip, fiquei pensando no tanto de cultura que nos é oferecida em São Paulo, a megalópole desvairada. Com a TV ligada no jogo do Corinthians; com a frustração de não poder estar lá, vivendo a história in loco; com a inquietação de quem quer compartilhar experiências em mil lugares ao mesmo tempo, e quase sempre acaba passando as noites em casa, imersa em pensamentos, estudos, descobertas literárias… Com a angustia típica dos nossos tempos, fiquei me lembrando de quanta coisa já vi nessa vida! E olha que houve pouca vida até agora, mas sobraram bons momentos.
Resgatei mais cenas gravadas tanto na mente, quanto em arquivos antigos. Do começo do ano veio o show do Eric Clapton, em um Morumbi lotado. O cantor ficou pequeno diante da imensidão do estádio, mas sua música manteve a força e ecoou pelos quatro cantos. Alguém ficou na dúvida de qual é essa canção?
Mais recente, outro gigante da música subiu ao simpático palco do Parque Villa-Lobos. Era a primeira vez que via Tom Zé ao vivo, ali pertinho, esbanjando sua autenticidade. Diante de uma plateia eclética, banhada de um sol forte de primavera, Tom pintou e bordou. E virou mais do que ídolo: virou inspiração!
Há poucos meses um evento agitava as redes sociais. Muito esperado, o concerto da Nívea em homenagem aos 30 anos de morte de Elis Regina trouxe ao Parque da Juventude a bela Maria Rita. Parecia que a filha sentia a presença da mãe ao seu lado, em cima do palco, encantando novamente milhares de fãs. Elis deve mesmo ter passado por ali para dar o ar de sua graça…
Por fim, chegou o dia de ver os encantos da Praça Victor Civita em dia de espetáculo. O convidado do dia era mais do que ilustre. E seria uma das poucas vezes que ele brindaria seus espectadores atentos com um dos seus maiores talentos: tocar o piano, carinhosamente, com dedicação, esforço e coragem! Sim, João Carlos Martins estava ali, perto de todos, longe dos problemas que limitaram seus belos movimentos perante a música. Acompanhando o maestro, a Filarmônica Bachiana SESI SP, uma Orquestra como poucas!
Assistindo tanta belezura, Roberto Civita elegantemente cumprimentou a todos. Foi uma manhã memorável, em pleno Corpus Christi ensolarado!
Adoro seus textos gata, me emociono até.
Obrigada pelo comentário e pelo elogio