A seleção vitoriosa desfilando seu charme pelo centro de São Paulo

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Por diversas razões, trabalhar no Centro de São Paulo é uma das experiências mais ricas para quem gosta de viver uma aventura por dia. E não é que o dia de hoje me reservava uma surpresa tão inesperada, que nem consegui disfarçar a emoção na hora de registrar momento tão importante?!

Era hora do almoço. E como sempre, estava eu faminta em busca do restaurante da vez. Eis que, ao cruzar a Av. São Luiz, um forte barulho de sirene me chamou a atenção. À frente de um trio elétrico, vinham duas motos de polícia. Seria uma autoridade, um incidente, alguém excepcionalmente importante? Os helicópteros no ar aumentaram a expectativa.

Antes de fugirmos do que parecia ser uma bobagem egocêntrica, o anúncio explicou tudo: eram as meninas! Sim, as meninas do Vôlei, tão carismáticas, tão belas… E vitoriosas! O vídeo mostra o breve desfile da Seleção Brasileira Feminina de Vôlei, que encantou o Brasil com a esperada medalha de Ouro nas Olimpíadas de Londres! O orgulho de estar tão pertinho das atletas atrapalhou um pouco a filmagem, mas vale o registro.

Surpresas tecnológicas no Itaú Cultural

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Foto: Roberta Souza

O Itaú Cultural, em São Paulo, recebe a última edição da Bienal Internacional de Arte e Tecnologia “emoção art.ficial 6.0”, que apresenta obras híbridas, nascidas da união entre a arte e as possibilidades de interação das novas mídias. A mostra fica em cartaz até amanhã, às 20h.

Programe-se para vivenciar o mundo das novas tecnologias interativas! O Itaú Cultural fica na Av. Paulista, 149 / Estação Brigadeiro do Metrô. A entrada é grátis. Horário: das 11h às 20h.

Hibridismo

Na entrada de um dos espaços da mostra “emoção art.ficial 6.0”, você vai encontrar a instalação inglesa “The Mimetic Starfish”, produzida por Richard Nrown.

Foto: Roberta SouzaO artista criou uma estrela-do-mar virtual, que reage ao contato humano graças à tecnologia de redes neurais. Parece que a projeção ganha vida! O trabalho leva à reflexão sobre magia e tecnologia, arte e ciência, filosofia e cognição…

Robotização

Na mostra você também pode interagir com estes braços mecânicos inteligentes, que detectam e seguem o calor corporal humano.

Foto: Roberta Souza

Na instalação “Face music”, criada por Ken Rinaldo, a intenção é que as esculturas montem sons a partir do registro dos rostos dos visitantes: cada imagem transforma-se em sonoridade. As crianças vão adorar brincar com esses robôs que mais parecem criaturas de outro planeta!

Colagem 

Em outra sala, há um telão exibindo projeções que se misturam em mosaicos e parecem compor um quebra-cabeça. É a instalação “Slice”, de George Legrady, onde uma fotografia é cortada pela metade inúmeras vezes, formando novos painéis a cada segundo. Um software é o responsável por gerar essas composições virtuais. O resultado é surpreendente!

Montagem com fotos de Roberta Souza

Made in Brazil

Um trabalho brasileiro pretende discutir as novas referências de posicionamento impostas pela cultura do GPS.

Foto : Roberta Souza

Com essa proposta, Giselle Beiguelman e Fernando Velázquez mostram ao público da exposição “emoção art.ficial 6.0” que é possível rever os padrões estabelecidos. Na instalação “Você Não Está Aqui”, o Norte é sempre estruturado de acordo com a posição dos visitantes, enquanto diversas paisagens são projetadas em 360º.

Foto: Roberta Souza

No espaço “Fala”, Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti construíram uma máquina tagarela autônoma, que promove a interação entre homens e máquinas, e entre as próprias máquinas. Ao centro, um microfone; na plateia, 40 celulares formam um coro a partir das palavras escutadas e assimiladas.

 

Sim, o diálogo é estabelecido entre o visitante e as máquinas, que captam e traduzem o som de acordo com um banco de dados construído instantaneamente.

For children

Seus filhos vão se divertir à beça no espaço “Think”, criado pelo “The Interactive Institute”, da Suécia. Em uma tela lúdica, as pessoas podem compartilhar seus pensamentos. Basta digitar no computador e sua ideia será mostrada para todo mundo ver! A proposta é criar uma conversa diferente, onde tecnologia, interação e comunicação se unem em um ambiente único.

Foto: Roberta Souza

Luz na escuridão

Foto: Roberta Souza

Você não pode deixar de ver a obra “Exploded View”, de Jim Campbell. No espaço, mais de mil luzes brancas de LED formam uma tela tridimensional, como se fossem pequenos vaga-lumes na escuridão. De perto, o piscar das luzes parece aleatório. Mas quando olhamos de longe, imagens sombrias vão se formando aos poucos… Super interessante!

As festividades no centro de São Paulo

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O centro de São Paulo continua me surpreendendo. Não sei se todos já sabem, mas faço parte de um grupo de jovens que passam parte do final de semana mostrando as belezas da cidade para turistas estrangeiros. O site chama-se Rent a Local Friend, e a iniciativa agrada pela inventividade e simplicidade da ideia: que tal alugar um amigo por um dia? Sim, que tal poder ver os lugares desconhecidos pelo olhar de quem mora na cidade e vive aqueles lugares no seu dia a dia?

Então… Com o Rent a Local Friend, ficamos incumbidas de passear por São Paulo e escolher a dedo os locais que vamos apresentar aos nossos amigos e amigas internacionais.

E não é que, a cada passeio, uma nova aventura se desdobra? Hoje me peguei com lembranças do feriado de Corpus Christi, quando nos vimos cercados por uma procissão calorosa em plena Rua Direita. A intenção era apenas enfrentar menos gotas de chuva e cruzar o caminho entre a Catedral da Sé e o Vale do Anhangabaú. Pois 20 minutos de atraso no passeio nos brindaram com uma deliciosa surpresa: experimentar uma das maiores demonstrações de fé da Igreja católica, quando os padres (ou bispos…) são levados pelos fieis, carregados em cima de pequenos tronos. Entoando cânticos típicos de suas devoções, as pessoas vão caminhando lentamente, passo a passo, esfumando o ambiente com o incenso característico das igrejas, até chegarem ao destino final.

Eu achei curioso estar enfrentando a chuva e de repente me deparar com um ato religioso, e fazer parte dele. Já os turistas equatorianos… Bom, eles adoraram e tiraram mil fotos daquelas “pessoas estranhas vestindo branco”. Ok, a procissão virou ponto turístico…

Assim como o comício de um domingo, quando um partido político grande ia apresentar seus candidatos às próximas eleições. Nas duas ocasiões, os palcos armados na Praça da Sé cercavam o Marco Zero, mas pelo menos ajudavam a espantar os perigos de caminhar pela Praça da Sé logo cedo. No comício, foi a vez das bandeiras dos candidatos e das camisetas temáticas chamarem a atenção do casal canadense. Aquele era mesmo um domingo atípico e especial para os turistas: primeiro, viram como vivenciamos a política no Brasil; depois, puderam perceber o estilo de vida de parte da juventude do país, que empunhava skates e mais skates naquele domingo nublado.

No Vale do Anhangabaú tomado por skatistas, precisei saber qual era o motivo especial para estarem ali, aos montes! “Ué, hoje é o Dia Internacional do Skate”, retrucou o adolescente, indignado por eu desconhecer tão solene data. Pois sabendo que estavam reunidos para comemorar, atravessamos o Vale do Anhangabaú nos desviando de manobras radicais.

Em comum dentre tantos domingos, apenas as lúdicas estátuas de um inglês criativo e inteligente. Não me canso de contar quantos suicidas estáticos o centro de São Paulo já ganhou até agora…

(O autor da instalação genial é Antony Gormley. Achava que havia apenas 10 estátuas, mas são quase 30 espalhadas no alto dos prédios! A exposição com outras estátuas no artista no CCBB de São Paulo também está incrível!)